O segundo dia começou cedo. Contornámos a rua do hotel para chegarmos às Quatro Fontes renascentistas da Via delle 4 Fontane. Depois de uma breve passagem pela Fontana di Trevi (só para não dizermos que não estivemos lá, porque na verdade não dava para apreciar a sua beleza, estava em obras de remodelação!), fomos até ao Panteão, cuja entrada é gratuita. Este é o único edifício da Roma Antiga que ainda está perfeito e a cúpula é o grande destaque: arrematada por um óculo que permite a entrada de luz natural, faz deste edifício algo de simplesmente fabuloso!
Uma dica interessante é andarem sempre com uma garrafa, as fontes estão por TODO o lado e a água é potável e bem fresca!
A Fontana di Trevi totalmente inacessível, com uma estrutura de vidro a proteger a área de reconstrução
O imponente Pantheon que alberga as tumbas dos reis de Itália e funciona como uma Basílica
Túmulo do rei italiano Vittorio Emanuele
Um dos incríveis altares do Panteão!
A descoberta de uma ruela super gira (e fresca!) perto do Panteão
Como ainda era cedo, fomos ao Campo dei Fiori, onde funciona um mercado de flores, produtos frescos e outros produtos tipicamente italianos como pastas e os queijos. Pena foi ainda não termos fome, porque gostávamos de ter provado as famosas pizzas do Forno. Tínhamos lido que é um spot onde vendem pizzas ao peso, feitas em forno a lenha, e que são um verdadeiro tesouro ali naquela zona. O conceito é pagar e levar, sendo que as pessoas acabam por comer em pé ali mesmo na praça. Obrigatório na próxima visita a Roma!Campo dei Fiori é a única praça de Roma que não tem uma igreja e ao centro tem a estátua do filósofo Giordano Bruno
A caminhada continuou e o destino era a Via del Corso para chegarmos à Piazza del Popolo. Aqui encontrámos uma fonte a Neptuno, segurando o seu tridente, o obelisco egípcio de Ramsés II com 36 metros de altura e as duas magníficas igrejas gémeas: a da esquerda é a de Santa Maria di Montesanto e a da direita é a Santa Maria dei Miracoli, sendo que a separá-las está a Via del Corso. Grandiosa praça! Dali fomos ao Monte Pincio para visitarmos a lindíssima Villa Borghese e termos uma vista panorâmica da cidade. Não foi fácil, tivemos que subir umas quantas escadas e o calor continuava tórrido naquele segundo dia.
As igrejas gémeas na Piazza del Popolo, ou Praça do Povo
A Terrazza del Pincio oferece uma vista maravilhosa de Roma com o Vaticano lá ao fundo
Passear na Villa Borghese é uma das escolhas dos romanos. É o terceiro maior parque público de Roma: são cerca 80 hectares em pleno centro da cidade
No fim desta caminhada pelo parque fomos conhecer a Piazza di Spagna com a sua famosa escadaria de Trinitá dei Monti.
Como o dia tinha sido muito cansativo, também por causa do calor, fomos descansar para o hotel, porque à noite queríamos ir a uma das zonas mais badaladas de Roma: Trastevere, que fica do outro lado do rio. Como fomos em Julho, conseguimos ir ao festival Lungo il Tevere, nas margens do rio Tibre, com várias barraquinhas de comida, diversão e muito mais. Apanhámos o autocarro para o hotel e ficou assim concluído mais um dia em Roma.
O terceiro dia foi dedicado ao país mais pequeno do mundo: o Vaticano. Têm o seu sistema próprio de telefone, estação de rádio, sistema bancário, farmácias, correio e um batalhão de guardas suíços para segurança do papa. A Piazza di San Pietro, projecto do Bernini, estava repleta de turistas, mesmo sendo apenas 10h da manhã. A fila para entrar na Basilica di San Pietro já ia grande e então não perdemos mais tempo. Foram entre 30 a 40 minutos para conseguirmos entrar e valeu um escaldão no peito, por falta de protector. 🙁 A entrada na Basílica, a maior Igreja da Cristandade, é gratuita, mas nós quisemos subir ao seu topo, então pagámos cinco euros para ter acesso à Cúpula, obra de Michelangelo. São mais de 500 degraus e, apesar de haver um elevador, ele só nos livra da parte fácil do caminho (e paga-se mais dois euros). Ainda restarão 320 degraus para subir, portanto ignorámos o elevador. Descemos e fomos conhecer a Basilica, é um lugar majestoso, apesar dos muitos turistas. Falhámos os Museus do Vaticano e a Capela Sistina! 🙁 (São as desculpas perfeitas para voltarmos ao Vaticano)
O interior da Basílica é algo de magnífico. Quando se sobre à Cúpula podemos fazer algumas paragens para contemplar o interior de outros ângulos!
A recompensa de uma subida custosa é simplesmente indescritível. Vale cada degrau!
No fim desta visita, passámos pelo Castel Sant’Angelo que fica do mesmo lado do rio. Como o tempo era pouco, acabámos por não entrar.
A Ponte Sant’Angelo inclui dez anjos de Bernini e fica de frente para o Castelo
Para nos despedirmos de Roma fomos almoçar ao sítio que mais gostámos na cidade: o Il Corallo, perto da Piazza Navona.
Cada ruela de Roma é um convite para ficarmos ali a apreciar o que acontece
Esta viagem foi feita em Julho de 2015 e o primeiro dia em Roma pode ser lido aqui.
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