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Hakuna Matata em Zanzibar

Maio 12, 2022
zanzibar

Hakuna Matata! É a melhor forma de começar este artigo sobre Zanzibar.
Associamos facilmente a expressão ao filme Rei Leão, mas – na verdade – é mais do que isso, é uma filosofia de vida! Em swahili, língua oficial do país, a expressão significa “sem problema(s)” e resume na perfeição o estilo descontraído da população de Zanzibar. Ali respira-se leveza!

Onde fica?

Zanzibar é um arquipélago localizado no Oceano Índico, a cerca de 30km da costa da Tanzânia. É formado por duas principais ilhas: Unguja (ou Zanzibar), onde ficam as principais atracções, e Pemba (menor e menos turística).

Apesar de fazer parte da Tanzânia, Zanzibar assume um estatuto semi-independente, sendo que elege o seu próprio presidente. 

Quando visitar?

Pode ser visitado durante todo o ano, até porque faz sempre calor, mas deve evitar-se ir entre abril-maio & novembro-dezembro, consideradas as épocas de chuva. Ou seja, o ideal é ir na “estação seca”: de junho até finais de outubro; e de meados de dezembro até ao fim de março.

Nós fomos em abril (época baixa), apanhámos um pouco de chuva (apenas num dos dias), mas estava óptimo de modo geral.

Como chegar e o que apresentar?

Saímos do aeroporto do Porto em direcção a Amesterdão. De lá seguimos para Zanzibar, sendo que foram cerca de 12h de voo. Garantam o vosso lugar junto à janela, porque a chegada é de tirar o fôlego!

É necessário passaporte e visto para entrar em Zanzibar.
Quanto ao visto, tratámos antes de ir para evitar as filas do aeroporto do visa on-arrival. Preenchemos um formulário, num site próprio, sendo que o custo foi de 50 USD (valor por pessoa). Recomenda-se que o pedido do visto seja feito até 72h antes da viagem.

Para a viagem foi também necessário a vacinação completa Covid-19, não tendo sido necessária a vacinação contra a febre amarela.

Alojamento

Nós escolhemos o belíssimo Zuri Zanzibar, que tem uma praia privativa e fica a apenas 1h do aeroporto internacional e de Stone Town (principal e única cidade de Zanzibar). Apesar do estilo contemporâneo, o hotel conserva muitos elementos locais.

Achámos mais prático com meia pensão (pequeno-almoço e jantar).
O hotel disponibiliza vários restaurantes e bares, incluindo o Upendo, Maischa, um restaurante de praia e o Dining by Design.

Visitar a ilha

A ilha é bem maior do que esperávamos; são precisas horas para ir de um sítio ao outro. O ideal é utilizar táxi ou motoristas através dos hotéis, porque – mesmo sendo um transporte caro – é o mais recomendável. Pelo que percebemos, há muita polícia nas estradas e podemos acabar por ter ‘problemas’, especialmente para quem (como nós) não sabe uma palavra de swahili.

Num dos dias decidimos ir almoçar ao mundialmente famoso restaurante The Rock que – como o nome dá a entender – fica numa rocha, que está cravada no mar. É a atracção mais turística de Zanzibar e aqui todas as mesas têm vista para o Oceano Índico. Mesmo sendo mais caro do que a média da região, a nosso ver é imperdível e a comida também é muito boa.

Para lá chegar, apanhámos táxi, tendo a viagem durado cerca de 2h (para cada lado) e ficou por cerca de 70 USD (tratado com o restaurante).

No dia seguinte a esse, decidimos fazer um passeio de barco com snorkel. Conseguimos ver imensas estrelas do mar e parámos num dos vários bancos de areia, que se formam na maré baixa. O almoço foi no The Nest. Esta viagem ficou por 150 USD (sem a refeição).

Fomos ainda ao Norte da ilha para visitar um Santuário de Tartarugas, em Nungwi, e almoçámos no Z Hotel. Esta viagem foi de táxi e custou 30 USD.

O pôr do sol mais bonito que já vimos!

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Seychelles: dicas de viagem entre La Digue e Praslin

Maio 20, 2021
Seychelles

Diz-se que quem avistou pela primeira vez o arquipélago perdido no meio do Oceano Índico foi Vasco da Gama, quando voltava da Índia em direcção a África. Um século depois, os ingleses passaram por lá, mas foram os franceses a dar o nome de Seychelles ao arquipélago, em homenagem ao Ministro das Finanças de Luís XV, Jean Moreau de Séchelles.

Nos dias de hoje, a pesca e o turismo são os principais motores económicos do país e a beleza deste destino faz dele uma das grandes escolhas de viagem de lua-de-mel, sendo perfeito para ser combinado com um safari em África, o que não fizemos por falta de tempo, mas fica a sugestão.

Com cerca de 115 ilhas, distribuídas por 388.500 km², as três principais e as mais povoadas ilhas do arquipélago são Mahé, Praslin e La Digue. Considerada uma das menores capitais do mundo, Victoria é o coração económico, político e cultural das Seychelles e, apesar de não ser muito extensa, é casa de cerca de um terço da população total.

Quando ir?

O clima é quente o ano inteiro, mas, de forma geral, diz-se que os melhores meses para descobrir as Seychelles são os que marcam as mudanças de estação: abril, maio, outubro e novembro, embora durante esses dois últimos já chova de forma abundante. Junho, julho, agosto e setembro também são bons meses para visitar as ilhas, já que chove pouco. Dezembro e janeiro, além de serem os meses mais chuvosos, também marcam o período em que as ilhas estão mais saturadas e os preços são mais elevados.

Sobre a viagem até lá, fizemos Lisboa – Dubai – Seychelles, pela Emirates. Em Seychelles aterrámos na ilha principal, Mahré, e de lá apanhámos um outro voo até Praslin. Em Praslin fomos de barco até a ‘Ilha da Felicidade’.

La Digue

Com uma superfície de cerca de 10 km², La Digue é a quarta maior ilha das Seychelles, atrás de Mahé, Praslin e Silhouette.

Esta é a ilha ideal para aqueles que procuram tranquilidade com sabor local. A praia que mais se destaca é, possivelmente a Anse Source d’Argent, uma das mais bonitas do mundo, com os seus peculiares blocos de granito que mais parecem esculturas naturais, mas há mais para explorar, como Grand Anse, Petite Anse e Anse Cocos.

Falando então da nossa viagem, Félicité Island é uma das ilhas que compõem La Digue e é considerada uma das mais belas das Seychelles: o contraste do azul do mar com o verde exuberante da vegetação é qualquer coisa de assinalável. É na ‘Ilha da Felicidade’ que está o indescritível Six Senses Zil Pasyion, onde ficámos alojados durante cinco noites. O Six Senses ocupa cerca de um terço da ilha e o restante é exclusivo do hotel, sendo que cada cantinho foi pensado ao pormenor.

Tudo ali é perfeito e perfeitamente encaixado no cenário, que é de sonho! Nota-se, por exemplo, a mestria dos arquitectos que preservaram as enormes rochas e construíram a estrutura do hotel em diferentes níveis, tornando tudo idílico. Este foi, muito provavelmente, o melhor e mais bonito hotel em que ficámos hospedados, até ao momento!

Todos os quartos incluem uma piscina e o hotel dispõe de duas belas praias, uma maior e outra mais pequena.

O pôr-do-sol é de deixar qualquer um sem palavras, tal é a beleza!

Do quarto vamos destacar a casa-de-banho que inclui um baloiço com vista para o mar e um patinho de borracha, que achámos muito amoroso!

Quanto à parte gastronómica, o hotel tem uma cozinha variada com inspirações africana, francesa, indiana, chinesa e por aí fora, sendo que os hóspedes podem agendar um Sunset Dinner Experience, que é um jantar ao ar livre no alto de um desses bolders.

Na Félicité Island também fizemos snorkel, onde podemos ver recifes de coral e muitas tartarugas.

Praslin

Para chegarem a esta ilha apanham novamente um barco e é aqui que vão encontrar as melhores praias para nadar. 

Na ilha de Praslin há várias opções de alojamento. Nós escolhemos o Constance Lemuria Resort, um 5 estrelas onde impera a elegância. Tem três restaurantes, três praias e é igualmente um sonho, apesar de a estrutura ser mais antiga, num estilo mais clássico.

Em Praslin houve um dia em que fomos mesmo à ilha La Digue, de barco, em excursão (cerca de 70€, sendo que também podem ir de ferry e sai mais barato). Foi neste dia que conhecemos a incrível Anse Source d’Argent, que fica num parque reservado, em que temos de comprar um bilhete para entrar (já incluído no valor da excursão).

Outra experiência gira que recomendámos é alugar um caiaque em Anse Source d’Argent que, por serem transparentes, deixam ver o fundo do mar, sendo a água cristalina!

Seychelles

Respondendo a algumas questões que colocaram no Instagram:

– As deslocações entre ilhas têm que ser feitas de helicóptero ou de barco. No interior de La Digue, por exemplo, o ideal é alugar bicicletas para percorrer a ilha. A nossa excursão já incluía o aluguer das bicicletas.

– Maldivas ou Seychelles? São diferentes. Maldivas para quem quer realmente descansar e Seychelles para quem gosta de atividade, até porque é mais fácil aceder a outras ilhas. Seychelles é uma mistura entre a natureza de Bali e as praias paradisíacas das Maldivas.

– Para verem tartarugas gigantes, o ideal é em La Digue e na ilha Curieuse. Em La Digue, ao final do dia, é normal verem as estradas e as praias com tartarugas enormes a passearem. 

Medidas Covid-19:

– Antes de entrarmos no arquipélago tivemos que fazer um teste à Covid-19 e depois acede-se a uma aplicação onde registamos o resultado. Funciona como um ‘visto de saúde’ e paga-se 40€. Nós não fizemos a tempo, só fizemos quando chegámos ao aeroporto e então saiu mais caro, a 135€ por pessoa, para obter esse ‘visto de saúde’.

– Para vir embora tivemos de voltar a fazer teste e, basicamente, perdemos uma manhã. É muita gente para fazer teste e ainda são um pouco lentos. O teste custa cerca de 140€, por pessoa.  

– Não precisam de fazer quarentena e a população está vacinada. Apesar disso, andam sempre de máscara e cumprem as normas de higiene e segurança.

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Um dia em Casablanca

Novembro 1, 2017
Casablanca

CasablancaSeguiu-se Casablanca,  a capital económica do país. Fizemos a viagem de comboio de Fez a Casablanca em 4h, que custou 116dhm.
É conhecida como a Metrópole marroquina, com os seus cerca 5 milhões de habitantes e alguns pontos interessantes que dão para visitar em apenas um dia, dependendo do ritmo de viagem de cada um.
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Visitar Fez

Outubro 29, 2017
Visitar Fez

Visitar Fez
Depois de Marraquexe, seguiu-se Fez, considerada Património Mundial da Humanidade pela UNESCO.
Foram 8h de viagem de comboio (206 dhm), na qual aproveitámos para acabar de ver a 2ª season de Narcos e ainda conseguimos começar a ver Atypical. 😉 Fez não é uma cidade pela qual se morra de amores, é uma terra com história, é uma das quatro Cidades Imperiais, a mais antiga de todas. A Medina de Fez tem mais de 1200 anos e muitos consideram-na a mais autêntica medina árabe do mundo onde não circulam carros. Continuar a ler

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Roteiro Marraquexe – dia 4

Outubro 24, 2017

O quarto dia em Marraquexe começou novamente com um delicioso pequeno-almoço marroquino no nosso riad e seguiu-se uma manhã calma pelo belíssimo Palais Bahia, ou Palácio da Bahia, cuja entrada custa apenas 10 dhm, cerca de 1€, e temos acesso ao Palácio e aos jardins. Vamos continuar a viagem?
Roteiro Marraquexe Continuar a ler

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Roteiro Marraquexe – dia 1

Outubro 9, 2017
Roteiro Marraquexe

Uma das dificuldades em “montar” um roteiro para Marraquexe é que não há propriamente um roteiro como costumámos encontrar para as outras cidades. Da pesquisa que fizemos, os posts encontrados nos blogs de viagem têm os “imperdíveis da cidade”, ou “TOP 10 da Cidade Vermelha”, ou “20 coisas que tem de fazer em Marraquexe”. Portanto vamos aqui organizar a viagem por dias, precisamente porque tivemos essa dificuldade em encontrar um artigo do género.
Comecemos, por isso, pelo início! 😉

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Marraquexe, um oásis aqui tão perto!

Janeiro 15, 2017
Marraquexe

Marraquexe traz-nos de imediato à mente calor, cheiros, cor, muita agitação e exotismo, é um caldeirão que põe à prova todos os nossos sentidos. Tudo aquilo que é preciso para recarregar baterias para um novo ano, com novos desafios e novas aventuras.

Uma cidade recomendável para quem pretende fazer o seu primeiro contacto com a cultura árabe e que tem uma grande vantagem face a outras cidades: a distância curta a Portugal que traz preços de voos bastante acessíveis.
La Mamounia Continuar a ler