Florença é uma cidade pela qual facilmente nos apaixonamos. Sem aqui usar qualquer hipérbole!
Conseguimos percorrer toda a cidade a pé, sem precisar de autocarros ou táxis. É uma cidade plana e plena de maravilhas!
É muito fácil encontrar um bom sítio para se comer. Em quatro dias que lá estivemos, em nenhum deles comemos menos bem. A dica é não petiscar junto das principais atracções. Caminhar e descobrir um bom spot é o ideal para a carteira… e para o estômago que, ao passar pelos infinitos ‘ristorantis’, ‘osterias’, ‘trattorias’ e ‘tavernas’, fica alerta e sempre a lembrar-nos que estamos em Itália, país das maravilhas gastronómicas. Melhor só mesmo o nosso Portugal! 😉
Em Florença, a arte é outro prato que se serve. Delicioso e tentador, em cada esquina!
Chegámos à capital da Toscana já de noite, cansadas de um dia repleto em Bolonha.
No primeiro dia a sério em Florença, começámos pela Igreja Santa Maria Novella, nos seus tons verde e rosa. A fila de turistas assustou, pelo que acabámos por não entrar, mas ficámos uns bons dez minutos a contemplá-la. Seguimos para a Basilica San Lorenzo, onde os Médici estão sepultados. Os Médici são, nada mais nada menos, que a família mais importante de Florença, historicamente falando. Vamos caminhando pelas ruas apinhadas de Vespas e bicicletas e vamos tropeçando nos principais pontos turísticos, de uma forma surpreendente e arrebatadora. De cortar o fôlego. Enquanto procurávamos o Duomo, eis que o vemos à frente, imponente e arrebatador! É maravilhoso e de cada ponto de Florença conseguimos vê-lo, mais não seja a sua cúpula. Aqui, à Santa Maria del Fiore junta-se o Battistero di San Giovanni e o Campanario di Giotto. Não pudemos seguir sem antes sentar numa esplanada e contemplar esta catadupa de beleza.
Almoçámos numa fantástica trattoria ali perto, a Canto De’ Nelli, e seguimos para a Galleria dell’Accademia (aconselhamos vivamente a comprarem o bilhete online, atempadamente! A fila é a.s.s.u.s.t.a.d.o.r.a!). Deixamo-nos apaixonar pelo verdadeiro David de Michelangelo. Este museu é simplesmente obrigatório. De seguida fomos espreitar o Museo Nazionale del Bargello e acabámos por dar de frente com a Piazza della Signoria, aquela a que muitos chamam de ‘museu a céu aberto’, apesar de serem réplicas que lá estão. O Palazzo Vecchio fica mesmo aqui.
O primeiro dia acabou muito bem depois de vermos a Ponte Vecchio (o ponto pelo qual havia uma maior expectativa!), com uma saborosa pizza, ou não estivéssemos nós no país delas…
O segundo dia começou com um belo cappuccino para aguentar as horas de espera para entrar na Galleria degli Uffizi! Leonardo da Vinci, Giotto, Michelangelo, Botticelli fazem deste um dos grandes museus do mundo. Obrigatório, claro está! Os que mais impressionaram foram o “Nascimento de Vénus” de Botticelli e a “Medusa” de Caravaggio. Seguiu-se a visita à Basilica Della Santa Croce, no seu estilo renascentista, ali estava ela. É a fiel guardiã dos corpos de Michelangelo, Dante, Galileo Galilei, Machiavelli e tantos outros ilustres. Dizem até que é o Panteão de Florença! Para aqueles lados, mas um bocadinho mais distante, fica a Sinagoga (e o museu hebraico), com a sua cúpula verde, sinuosa, a chamar por nós. Se por fora ficamos encantados, o interior é um verdadeiro regalo. O controlo de segurança é rigoroso (esqueçam os crop tops super trendy e as pernas à mostra, por mais jeitosas que sejam! Enfiam-vos logo uns trapos em cima!), mas vale muito a pena passar por ele para depois termos acesso ao templo, que inclui também um museu que dá a conhecer o modo de vida dos judeus em Florença e em Itália. É, de resto, o ponto turístico que fica mais fora de mão, mas acreditem que vale cada metro percorrido até lá.
Detalhes da porta da Santa Croce
Sinagoga e Museu Hebraico de Florença
O dia não podia terminar melhor com uma vista deslumbrante sobre Florença. Atravessa-se a Ponte Vecchio, faz-se uma bela (e sofrida!) caminhada et voilà… Piazzale Michelangelo. É o spot para ter este deslumbre e fica numa colina do outro lado do rio Arno! De preferência num belo dia soalheiro. Há sempre algum artista por lá a contribuir para a mística do local. Além de que a praça presta homenagem a Michelangelo e há lá cópias de algumas das suas artes. Assistir ao pôr-do-sol é impagável. Mesmo ao lado fica mais uma basílica que merece uma visita. A de San Miniato al Monte.
Um apontamento: diz-se que a Ponte Vecchio foi a única das pontes que sobreviveu à ira dos alemães depois de perdida a II Guerra. Ao verem a beleza da ponte, faltou coragem para destrui-la. Sustentada por três arcos, actualmente está repleta de joalharias e ourives. É bom passear por lá.
No terceiro dia, fomos directas à Piazza della Repubblica, a praça com o carrossel. Já tínhamos passado várias vezes por lá, fica perto do Duomo e do Hard Rock. Jantámos duas vezes lá, no mesmo sítio – Caffè Donnini, porque é delicioso aproveitar o charme desta praça. Pertinho fica o Mercato Nuovo, onde encontramos a Fontana del Porcellino, que é uma cópia da escultura de bronze de um javali, sendo que o original está no Palazzo Pitti. Há uma lenda que diz que tocar no nariz do animal traz boa sorte. Mas, na verdade, o procedimento é colocar uma moeda na boca do javali e se ela cair dentro da grade, aí sim, a boa sorte aparece. Seguindo, encontramos o Palazzo Davanzatti que alberga um museu que retrata uma casa medieval original, com móveis originais.
Atravessamos de novo a Ponte Vecchio, visitamos a Piazza Santo Spirito, onde é giro sair à noite por haver muitos estudantes a frequentar o local e seguimos para o Palazzo Pitti. Confesso que o que mais nos levava a entrar no palácio era poder passear nos Jardins Boboli, mas, e infelizmente, foi impossível. Tinha havido um temporal que inundou toda a área. Foi o único dissabor que trouxemos de Florença. Da próxima vez será o primeiro sítio a ir. Mas o Palazzo Pitti não é só feito de jardins, tem imensos museus para nos perdermos.
Dica: numa rua paralela ao Pitti fica um óptimo sítio para comer: Gusta Pizza. Não esperem luxos, o conceito é servir rápido com preços muito em conta.
Para os amantes de moda, há ainda o Museu da Gucci, pertinho do Uffizi, e outro da Salvatore Ferragamo. A gastronomia não se faz só de pizzas, pastas e gelatos. Em Florença temos a bisteca alla Fiorentina, um naco de bife, entre 600 a 800g de carne.
No último dia nesta cidade, que é Património Mundial da UNESCO, permitimo-nos passear aleatoriamente, a revisitar locais. Deixamo-nos “perder” pelas ruas agradáveis de se descobrir. Estamos sempre de frente a belíssimas obras de arte! Impressionante esta Florença!
Descrever Florença numa palavra? Charme!
(Esta viagem foi feita em Setembro de 2014)
Antes de Florença, já aqui falámos sobre Bolonha, um bom ponto de partida para se conhecer a Toscana.
9 Comentários
Olá, adorei seu post. Parabéns!
Vamos pra Firenze em Julho e queremos ficar fora do centro, de preferência em algum bairro próximo das estradas que ligam a Lucca e Siena. E que tenha hotéis com estacionamento. Vc saberia me indicar algum bairro interessante?
grata
Olá, Priscila.
Firenze é linda, vão adorar! Não ficamos fora do centro. Fomos a Siena, Volterra, San Gimigniano, Pisa e Livorno (praia). Se vão de carro recomendamos mesmo a irem visitar Siena, Volterra e San Gimigniano. Lindíssimas!
Olá , adorei suas dicas ! Vamos para italia em abril , e vamos ficar tres dias em florença , antes de viajar pela toscana, qdo alugaremos um carro . Entao estremos sem carro em Florença , chegando de trem , a partir de Roma . Qual local vc sugere para hospedarmos ? Perto do Duomo seria legal ? Adoramos caminhadas ! Obrigada !
Olá, Cynthia!
Vão amar a Toscana, é uma região lindíssima e em Abril já está de novo verde e florida. Também temos post sobre Siena, San Gimigniano, Volterra, Livorno e Pisa, se quiserem dar uma espreitadela. Ah, e Roma! 🙂
Em Florença fazem tudo a pé, não precisam de transportes. Nós ficámos na Porta al Prato, um dos portões medievais mais antigos de Florença e que hoje é um bairro que fica a 10min a pé do centro. Muito fácil e mais acessível em termos de preços.
Aproveitem muito Florença, a cidade é uma obra de arte! Qualquer dúvida, comuniquem.
Obrigada pela rápida resposta ! Vc sugere algum hotel ? Estava procurando na redião do Duomo , mas achei tudo tão caro … Em siena vamos ficar no Athena , e vamos fazer uma pequena loucura e ficar no Locanda dell Amorosa em Sinalunga , 2 dias , pois afinal estamos comemorando bodas de prata ! Por isto estava querendo economizar um pouco nos outros hotéis . Vou dar uma olhada nas suas dicas destas outras cidades . mais uma vez obrigada
Pois, na região do Duomo é mais caro, porque é mesmo o centro da cidade e então os preços sobem bastante, mas se gostam de caminhar recomendamos zonas mais à volta, como a que referimos: Portal Al Prato. Rapidamente estão no centro, sendo que há também autocarros, mas nunca sentimos necessidade de os usar em Florença. Nós ficámos na Residence Porta Al Prato, num apartamento com cozinha. 🙂 Tentem também perto do Uffizi, pode ser mais acessível que os do Duomo.
Vão adorar Siena (http://doubletrouble.pt/siena-italia/), a Piazza del Campo é lindíssima e o Duomo apesar de não ser tão grandioso como o de Florença tem o seu encanto!
Não percam Volterra e San Gimigniano, são duas terras obrigatórias na Toscana (http://doubletrouble.pt/volterra-e-sangimignano-italia/), percam-se pelas ruelas. 🙂
Qualquer dúvida disponham
Beijinhos*
pode deixar , vou ler todas as suas dicas depois mando noticias como foi nossa viagem. bjs
Claro, Cynthia, ficamos à espera desses relatos! 🙂
Se entretanto precisarem de mais alguma dica e pudermos ajudar é só comunicar.
Beijinhos
Adorei suas dicas sobre Florença!