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Conhecer Dublin num fim-de-semana – parte I

Novembro 6, 2016
Dublin

Temple BarDublin, capital irlandesa. Sem expectativas, sem muita pesquisa! No fim, uma viagem de três dias magníficos, cheios de surpresas, uma cidade a fervilhar (a toda e qualquer hora!), um ambiente nas ruas inexplicável e muita, muita cortesia. “Sorry” & “smile”: as palavras que sempre iremos associar a Dublin!
Dublin

Chegámos a Dublin pelas 15h de Sexta. Depressa apanhámos o autocarro Airlink 747 para o centro da cidade, depois de termos comprado o Leap Card 72h que, por 19.50€, dá acesso a todos os transportes da cidade, sem limite!

Dublin é incrível, é a cidade verde. Verde pelas árvores e pelos imensos parques e verde por ser a cor símbolo do país, assim como o trevo de quatro folhas. Os irlandeses são super simpáticos e os pubs são aos molhos, em cada rua por onde se caminhe.

Na Sexta-feira decidimos ir de autocarro até Howth, mas já chegámos lá tarde, não deu para apreciar a paisagem. É uma vila portuária com cheirinho a maresia e muitos seafoods restaurants. Como fomos a Dublin ter com uma amiga que vive e trabalha lá, levou-nos a um excelente por já conhecer. Ali não há turistas, são essencialmente locais que fogem à vida agitada de Dublin. Então jantamos no Octopussys Seafood Tapas, delicioso,  junto ao mar, pequeno mas acolhedor.

Depois do jantar fomos beber um copo de vinho ao The Dog House, com uma decoração muito gira e a fazer lembrar Itália.

Sábado de manhã foi tempo de Free Tour com a SANDEMANs, esta experiência voltou a comprovar-se muito boa, já em Berlim tínhamos feito uma tour com eles.

O nosso guia, o CJ, era super divertido e irlandês de gema. Para além da história do país e da cidade, o CJ contava episódios reais que divertiam o grupo. Começou por nos apresentar o Dublin Castle, que não é um castelo tradicional mas assemelha-se mais a um forte e fica no centro da cidade.
Dublin
DublinAtrás do Castelo encontramos o Museu da Garda (polícia irlandesa), uma galeria (gratuita) com exposições temporárias – a Chester Beatty Library and Gallery of Oriental Art e o Jardim do Dublin Castle que, neste dia, estava especialmente iluminado pelo Sol (algo raro já em Outubro).
Dublin Castle
Dublin
Dublin
Temple BarDepois de muita histórias irlandesas ouvidas e uns bons metros já nos pés, era altura de conhecer o famoso Temple Bar, a zona mais turística e popularizada de Dublin.

O Temple Bar é o spot obrigatório para quem quer ter a experiência de degustar a cerveja mais famosa do mundo, da forma mais original possível… 😉 Cada pub, cada pint tem uma história para contar!

São vários os pubs nesta área, mas a nossa amiga que é já considerada uma local, garantiu-nos que o The Quays está na lista dos imperdíveis. Este pub assenta na antiga tradição irlandesa de “craic agus Ceoil”, que em português significa “diversão e música”. E, logicamente, o Temple Bar é um dos pubs mais famosos de Dublin e é visitado por milhares de turistas.
Dublin
The Quays
Temple Bar Dublin
Temple Bar
Dublin

Temple BarJá com uma Bulmers (cidra irlandesa) na conta, seguimos a caminhada com o guia super animado.
Passamos pela Ha’Penny Bridge, a ponte mais conhecida da cidade, uma vez que foi a primeira ponte construída sobre o rio Liffey. Funciona desde 1816 e tem este nome porque cada morador da cidade tinha que pagar um half penny para a atravessar.
Depois desta ponte, conhecemos outra igualmente popular: a O’Connell Bridge, inaugurada em 1880, homenageando o irlandês Daniel O’Connell.

Chegámos, entretanto, à Trinity College, a universidade mais antiga e popular da Irlanda, fundada em 1592 pela Rainha Elizabeth I. Uma instituição de prestígio que formou personalidades como Oscar Wilde, Samuel Beckett, Edmund Burke e muitos outros. A visita à Old Library ficou para o dia seguinte, porque nestas tours apenas conhecemos o exterior dos edifícios.

DublinHa’Penny Bridge
O’ConnellO’Connell Bridge
Dublin

Trinity CollegeA praça principal abriga um campanário com cerca de  12 metros de altura, no qual está o sino da universidade.

O guia contou-nos que há uma lenda que diz que quem estuda nesta universidade e está à espera de receber as notas, jamais deve passar por baixo do campanário para não comprometer os resultados. 😉 Outra piada entre estudantes, esta com mais graça, diz que quem for virgem e passar por baixo da torre, o sino há-de tocar. Embaraçoso, no mínimo!
DublinTerminada a tour, seguimos pela famosa Dame Street para alcançarmos de novo o Temple Bar.
Dublin
Dublin
DublinFomos almoçar hambúrguer ao Bunsen, mesmo ao lado do pub Temple Bar. Já de estômago cheio fomos conhecer o pub mais antigo do país, o The Brazen Head, de 1198. As paredes estão repletas de história, com muitas fotografias antigas e pergaminhos. Ali sente a verdadeira experiência Irish, só foi pena não termos tido direito a música tradicional irlandesa ao vivo.

Depois da experiência de pubs, eis que se seguiu a experiência mais falada em Dublin: a visita à Guinness Storehouse. Aqui conhecemos o processo de produção e toda a história por trás da cerveja mais famosa do mundo. Aprendemos a tirar uma Guinness como profissionais (com direito a diploma!) e e a bebê-la como verdadeiros irlandeses. No fim, subimos ao último andar para desfrutarmos de uma visão panorâmica da cidade a 360º, no Gravity Bar.

DublinA caminho da Guinness Storehouse passamos pela Chist Church e Dublinia
Guinness
Guinness
À noite fomos jantar a um pub, tínhamos que experimentar a comida irlandesa (não vamos colocar foto para não criar preconceitos 😉 Vão lá e provem!). Como era Sábado, foi a roda viva a descobrir pubs fora da zona turística de Temple Bar!
Uma cidade incrível que fervilha dia e noite, sem cessar. Só gente na rua, carros a circular. Nada a temer!

O segundo post sobre esta cidade fantástica podem ler aqui.

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1 Comentário

  • Reply Cristina Barata Novembro 19, 2016 at 7:47 am

    Só um reparo, um dos símbolos da Irlanda é o trevo de 3 folhas, shamrock, não o de 4 que é muito mais raro.
    http://sortegoodluck.blogspot.ie/2013/03/o-significado-do-trevo-de-3-folhas-na.html

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