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Bolonha: o ponto de partida para Florença, mas com surpresa

Dezembro 22, 2015

Bolonha.  La grassa, La dotta, La rossa. Que é como quem diz “a gorda, a culta e a vermelha”.

Só tínhamos um dia alocado para Bolonha. O destino era a Toscana, mas como ficava mais barato voar para Bolonha, aproveitámos e ficámos na cidade até ao final do dia, para depois apanharmos o último autocarro para Florença. E foi uma bela surpresa!

O ponto de partida para conhecer a cidade não tem que enganar: sai-se da estação de comboios (Bologna Centrale) e segue-se pela Via dell’Indipendenza, uma das principais ruas da cidade. Logo ali permitimo-nos admirar os edifícios em estilo medieval com a sua singular cor de tijolo. A caminhada levou-nos até duas praças bem bonitas… A Piazza del Netuno que ao centro tem uma fonte com uma estátua de bronze do Deus dos Mares, rodeado por ninfas e golfinhos. E, ao lado, a Piazza Maggiore: o ponto de encontro, o centro da cidade. Quadrangular e rodeada por belos edifícios, esta praça alberga o Palazzo del Podestà, o Palazzo Re Enzo, o Palazzo Comunale e a majestosa Basílica de San Petronio. É enorme (a sexta igreja maior do mundo) e, por muito pouco, não foi maior que a própria Basílica de São Pedro no Vaticano. Há uma lenda que diz que o Papa da época boicotou o projecto original da Basílica de San Petronio, por recear que esta ofuscasse a Basílica do Vaticano. Entrámos e ficámos encantadas com a construção interior, em estilo gótico.

doubletrouble_bolonha_2Piazza del Netuno

doubletrouble_bolonha_1Basílica de San Petronio

Depois de uma pausa para almoço, continuámos a deambular pelas ruas à procura dos cartões postais da cidade: a dupla de torres inclinadas. É a Torre degli Asinelli e a Torre Garisenda. A primeira, como é mais baixa e está menos inclinada, é possível subir. São quase 500 degraus e a vista lá de cima é de cortar o fôlego: vemos Bolonha, 360 graus, e percebemos que a cidade é, de facto, cor de tijolo. Paga-se três euros, subimos pelo nosso próprio pé, mas compensa pela vista panorâmica.

doubletrouble_bolonha_4Aviso aos claustrofóbicos: a subida à Torre degli Asinelli é bastante apertada e escura!

doubletrouble_bolonha_3A Basílica vista lá de cima: fantástica!

Explicando e desmistificando o início desde artigo, Bolonha é conhecida como La grassa devido à sua culinária, principalmente pelo popular molho de tomate com carne moída que, em Portugal, chamamos de molho à bolonhesa. La dotta porque tem a universidade mais antiga do mundo ocidental, em que poetas como Dante e Boccaccio foram professores lá. E, por fim, La rossa pelo tom avermelhado das suas construções.

Bolonha tem o segundo maior centro histórico mais conservado da Europa e é impossível passear por lá e não reparar na quantidade de pórticos. Quem vive em Bolonha certamente tem a vida mais facilitada em dias de chuva. 😉 Diz-se que se enfileirássemos todos os pórticos da cidade, teríamos uns bons 40km de extensão… Eu não sei, mas ouvi dizer!

Um segredinho para vocês: há um cantinho em Bolonha ao melhor estilo de Veneza, procurem pela “Finestra Sul Reno” na Via Piella, que é uma janelinha que abre para um canal. Muito giro!

doubletrouble_bolonha_5A janelinha para o Canale di Reno

doubletrouble_bolonha_6

doubletrouble_bolonha_7A continuação do Canale

(Esta viagem foi feita em Setembro de 2014)
Depois de Bolonha, seguiu-se Florença, a cidade italiana que encanta por quem lá passa.

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